Ciência do Exercício

A ciência do exercicio

Você já se perguntou se usar um colete com peso realmente faz diferença no quanto você queima durante o treino? A resposta não é intuitiva — e a ciência tem números precisos para isso.

Neste artigo, reunimos os principais estudos científicos publicados em periódicos internacionais de alto impacto que comprovam, com dados, o aumento real no gasto calórico ao usar coletes com peso adicional durante atividades físicas.


O Princípio Físico Por Trás do Aumento Calórico

Antes dos estudos, é importante entender o mecanismo. A fórmula amplamente aceita na fisiologia do exercício é:

Calorias gastas = MET × Peso total (kg) × Duração (horas)

O ponto central: o gasto calórico é diretamente proporcional ao peso total em movimento. Quando você adiciona um colete de 4,5 kg (masculino) ou 2,4 kg (feminino), você aumenta a massa que o seu corpo precisa deslocar em cada passo, em cada repetição, em cada movimento — sem precisar aumentar a velocidade ou a intensidade percebida do exercício.

Isso significa mais calorias queimadas na mesma caminhada, na mesma corrida, no mesmo treino.


O Que Dizem os Estudos Científicos

1. Kravitz & McCormick — American Council on Exercise (ACE)

Universidade do Novo México — Exercise Physiology Laboratory

Este é um dos estudos mais citados na área de coletes com peso. Comissionado pelo American Council on Exercise (ACE), o estudo analisou o custo metabólico da caminhada em esteira com coletes de diferentes pesos.

Resultados:

  • Caminhar em superfície plana com colete equivalente a 15% do peso corporal gerou um aumento de 12% no gasto calórico.
  • Em inclinação de 5% a 10%, o uso de colete de 10% do peso corporal elevou o gasto calórico em 13%.
  • O índice de percepção de esforço (RPE) não aumentou significativamente — ou seja, o praticante queima mais sem sentir que está se esforçando mais.

Os coletes Force Gear correspondem a aproximadamente 5% a 9% do peso corporal do público-alvo — faixa exatamente dentro do intervalo validado pelo estudo.

2. Purdom et al. (2021) — Journal of Strength and Conditioning Research

DOI: 10.1519/JSC.0000000000003049

Publicado em um dos periódicos mais respeitados do mundo na área de treino de força e condicionamento, este estudo avaliou corredores recreacionais (homens e mulheres) usando coletes de 0%, 5% e 10% do peso corporal em diferentes intensidades de corrida.

Resultados:

  • O uso do colete de 10% do peso corporal aumentou significativamente o gasto calórico (p < 0,05) em todas as intensidades de 65% a 80% do VO₂máx.
  • O gasto calórico com 10% de carga foi consistentemente maior do que sem colete ou com colete de 5%.
  • O efeito foi observado tanto em homens quanto em mulheres.

3. Looney et al. (2024) — Medicine & Science in Sports & Exercise (ACSM)

PubMed ID: 38291646

Publicado pelo American College of Sports Medicine (ACSM) — a maior organização de medicina esportiva do mundo —, este estudo de 2024 desenvolveu e validou uma equação específica para calcular o custo metabólico de coletes com peso.

Resultados:

  • 20 adultos saudáveis caminharam com coletes de diferentes pesos em até 11 velocidades, medidos por calorimetria indireta (padrão ouro para medição de gasto calórico).
  • O modelo foi validado contra 12 bases de dados independentes com 264 participantes.
  • O estudo confirmou que coletes aumentam a taxa metabólica de forma proporcional à carga, com alta precisão (CCC = 0,963).
  • O colete, por distribuir o peso próximo ao centro de massa, gera um padrão de gasto energético único e eficiente.

4. CrossFit Weighted Vest Study — Ergonomics (2021)

Taylor & Francis — Ergonomics, 65(1), 147–158

Este estudo analisou especificamente os efeitos fisiológicos de coletes com peso durante caminhada e corrida em 20 participantes (10 homens e 10 mulheres), com delineamento randomizado e controlado.

Resultados:

  • Na corrida, o colete aumentou o consumo de oxigênio, frequência cardíaca e gasto energético em ambos os sexos.
  • Homens: +3,8 kJ/min de gasto energético (p < 0,001).
  • Mulheres: +1,5 kJ/min de gasto energético (p < 0,05).
  • Nenhuma alteração negativa nos padrões de marcha foi observada.

Aplicado aos Coletes Force Gear

Cruzando os dados dos estudos com os pesos dos nossos coletes e o perfil do público-alvo:

Perfil Peso Corporal Colete % do Peso Corporal Aumento Calórico Estimado*
Homem 80 kg 4,5 kg (Masc.) 5,6% ~7–10%
Homem 70 kg 4,5 kg (Masc.) 6,4% ~8–11%
Homem 60 kg 4,5 kg (Masc.) 7,5% ~9–12%
Mulher 70 kg 2,4 kg (Fem.) 3,4% ~4–6%
Mulher 60 kg 2,4 kg (Fem.) 4,0% ~5–7%
Mulher 50 kg 2,4 kg (Fem.) 4,8% ~6–8%

*Estimativas baseadas em Kravitz & McCormick (ACE) e Purdom et al. (2021), considerando proporcionalidade linear entre carga relativa e gasto energético durante caminhada em velocidade moderada.


Vale Para Qualquer Atividade?

Sim. Os estudos testaram múltiplas modalidades, e o princípio se mantém em todas:

  • Caminhada: aumento de 7–13% no gasto calórico dependendo do peso do colete e da inclinação.
  • Corrida: aumento significativo do VO₂ e do gasto energético em múltiplas intensidades.
  • Treino funcional / calistenia: maior recrutamento muscular e elevação do custo metabólico em exercícios compostos.

Além disso, um dado consistente em todos os estudos: o índice de percepção de esforço (RPE) não aumenta proporcionalmente ao gasto calórico adicional. Isso significa que você queima mais calorias sem sentir que está se esforçando mais — o que é especialmente relevante para iniciantes, pessoas em reabilitação ou quem busca progressão gradual.


Conclusão

A ciência é clara: usar um colete com peso durante atividades físicas aumenta o gasto calórico de forma comprovada, proporcional ao peso do colete em relação ao peso corporal do usuário.

Os coletes Force Gear foram desenvolvidos com pesos calibrados para o intervalo de 4% a 9% do peso corporal do público-alvo — exatamente a faixa validada pelos estudos como eficaz e segura para uso contínuo em treinos de qualquer modalidade.

Cada caminhada, corrida ou treino com o colete é, literalmente, uma sessão mais eficiente — sem mudar a rotina, sem aumentar o tempo de treino.


Referências Científicas

  1. Kravitz, L.; McCormick, J. J. The Metabolic Cost of Slow Graded Treadmill Walking with a Weighted Vest. American Council on Exercise (ACE), University of New Mexico, 2014.
  2. Purdom, T. M. et al. Predictors of Fat Oxidation and Caloric Expenditure with and without Weighted Vest Running. Journal of Strength and Conditioning Research, 35(7), 1865–1872, 2021. DOI: 10.1519/JSC.0000000000003049
  3. Looney, D. P. et al. Metabolic Costs of Walking with Weighted Vests. Medicine & Science in Sports & Exercise, ACSM, 2024. PubMed ID: 38291646
  4. Weighted Vests in CrossFit Increase Physiological Stress During Walking and Running Without Changes in Spatiotemporal Gait Parameters. Ergonomics (Taylor & Francis), 65(1), 147–158, 2021.
  5. Pandolf, K. B.; Givoni, B.; Goldman, R. F. Predicting Energy Expenditure with Loads While Standing or Walking Very Slowly. Journal of Applied Physiology, 43(4), 577–581, 1977.

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